Estudo sobre multipropriedade é apresentado no 14º ADIT Share

A 10ª edição do estudo “Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil” foi realizado pela Caio Calfat Real Estate Consulting e traz um panorama do setor

Direto de Campos do Jordão (SP) – Foi apresentada, durante a 14ª edição do ADIT Share, maior fórum sobre multipropriedade e timeshare da América do Sul, que acontece entre os dias 6 e 7 de maio, no Campos Hall, em Campos do Jordão (SP), a palestra “Cenário de Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil – 2026”, sob responsabilidade de Caio Calfat, Conselheiro Consultivo Permanente da ADIT Brasil e Sócio e Diretor Geral da Caio Calfat Real Estate Consulting e Fernanda Nogueira, Diretora de projetos na Caio Calfat Real Estate Consulting.

Fernanda apresentou diverso dados da 10ª edição do estudo “Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil” que a Caio Calfat Real Estate Consulting desenvolveu mostrando a robustez desse setor no Brasil e o potencial de crescimento nos próximos anos. Na comparação entre 2020 e 2025, o número de empreendimentos passou de 109 para 216. Em termos de expansão territorial, em 2025, a multipropriedade chegou a 97 cidades de 18 estados – 30 municípios a mais do que em 2020. Dados preliminares de 2026, obtidos até o fechamento do relatório, que comemora 10 anos, revelam que o mercado hoje, conta com 224 empreendimentos em 99 cidades de 18 estados brasileiros. Considerando o total da oferta, 119 multipropriedades estão prontas, 84 em construção e 21 em fase de lançamento de projeto. Considerando as unidades habitacionais, o número aumentou de 42.569 para 44.027, na comparação de 2025 com 2026, um crescimento de 3,4%. O volume de frações seguiu a curva ascendente e avançou 5,1%, totalizando 1.265.403frações neste ano.

No mesmo intervalo de tempo, o VGV potencial ultrapassou a marca de R$ 100,5bilhões, um aumento de 8,5% na comparação com os R$ 92,6 bilhões de 2025. O desempenho comercial também se destaca na análise: o VGV vendido cresceu 24,4% em 2026, saindo de R$ 53, 3 bilhões para R$ 66,3 bilhões. Isso fez o estoque cair de 42,5% para 34%, que revela um ganho importante em absorção do produto pelo mercado. A retração no estoque é observada em todos os estágios na comparação dos resultados de 2025 e 2026: entre os empreendimentos prontos, a queda foi de 16,5% para 8,9%; entre as multipropriedade sem construção, o declínio foi de 48,2% para 41%e entre as unidades em fase de lançamento a redução foi de 87,8% para 69,5%. “A multipropriedade cresceu menos nesse último ano, percebemos um declínio da curva de novos empreendimentos. Mas caiu significativamente o estoque. Não temos novos produtos no mercado, mas houve uma grande absorção do que havia disponível”, destaca Calfat.

Os números mostram uma demanda maior em relação aos produtos já entregues, mas também revela o aumento da confiança em relação à compra de empreendimentos nas fases iniciais. “É preciso cuidado ao analisar dados de grau de insatisfação, porque muitas vezes a insatisfação de quem passou pela sala de venda é grande, mas a maioria não comprou. Mas quem comprou tem um grau de insatisfação menor,” avalia Calfat.

Entre os empreendimentos prontos, o VGV potencial soma R$ 35,1 bilhões, dos quais R$ 32 bilhões já foram convertidos em vendas, enquanto nas unidades em construção, o VGV potencial está em R$ 50,6bilhões e o VGV vendido chegou a R$ 29,8 bilhões. Considerando somente os projetos em fase de lançamento, o VGV potencial é de R$ 14,9 bilhões enquanto o vendido registra R$ 4,5bilhões. “Tivemos a onda de grandes projetos, a onda de pequenos projetos e agora em destaque estão os empreendimentos de médio porte com cerca de 300 UHs”, diz Fernanda. “O momento de euforia passou, a tendência agora é de produtos mistos de hotelaria com multipropriedade. Temos um mercado mais competitivo e mais calibrado em termos de produtos, com pessoas mais qualificadas, tanto do lado de quem vende, quanto para o lado de quem compra”, afirma Fernanda.

Em 2026 são 90 empreendimentos à venda, com 25.147 Uhs, com mais de 800 mil frações com VGV potencial de mais de R$ 62 milhões. “É um mercado maduro, que vai se consolidando. São 15 anos de existência chegamos em 224 empreendimentos que já estão à venda, sem considerar os empreendimentos que ainda não abriram sala de vendas. Se considerarmos o total de empreendimentos para ser lançado, esse número pode ser ainda bem maior”, conclui Calfat.

Fonte: Revista Hotéis