Multipropriedades reduzem estoque após queda em lançamentos
Mercado de imóveis fracionados soma 224 empreendimentos em 99 cidades e movimenta R$ 66,3 bilhões em vendas
Fábio Lemos/iStock
O mercado de multipropriedades (imóveis vendidos para vários donos, com direito de uso por algumas semanas) entrou em fase de ajuste em 2026, após anos de expansão no Brasil. O segmento reduziu lançamentos e estoques, em movimento visto pelo setor como sinal de amadurecimento.
Multipropriedades no Brasil
Segundo levantamento da consultoria Caio Calfat Real Estate, o país tem hoje 224 empreendimentos de multipropriedade em 99 cidades. O número é 4% maior que no começo de 2025, quando havia 216 projetos.
Na comparação com 2020, o avanço é de 105%, quando o mercado somava 109 empreendimentos.
Em casas e apartamentos, o setor reúne 44 mil unidades. Esse volume corresponde a 1,2 milhões de frações.
“Este é o primeiro ano em que o volume de lançamentos deu uma caída, mas as vendas foram bem e vimos uma redução dos estoques”, diz o consultor Caio Calfat ao Estadão.
Estoque de imóveis fracionados
As vendas de frações de imóveis movimentaram R$ 66,3 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses até abril de 2026. O resultado representa alta de 24,4% ante os 12 meses anteriores.
Com isso, o estoque de frações disponíveis para venda caiu de 42,5% para 34% do total.
Nos imóveis prontos, o estoque baixou de 16,5% para 8,9%. Nos imóveis em obras, recuou de 48,2% para 41%. Já nos empreendimentos na planta, caiu de 87,8% para 69,5%.
Mercado imobiliário de lazer
Gramado (RS), Olímpia (SP) e Caldas Novas (GO) são os principais polos do mercado fracionado.
O segmento também acompanha a recuperação do lazer no país, com alta das viagens aéreas e da ocupação hoteleira.
Calfat afirma que a pandemia pressionou o setor, com distratos e aumento dos estoques. A alta rápida dos juros também afetou os negócios.
*Com informações do Estadão
Fonte: Portas